Sinto-me invadida por um cepticismo infantil quando penso no iPhone. Demasiado falado, visto e revisto, chega a Portugal quando já milhões de pessoas que vivem noutro continente o têm, quando se torna comercial.
Não tem o design nórdico, a tecnologia japonesa, a multi-funcionalidade americana, tudo dentro de um tamanho Liliputeano, mas tem uma grande vantagem em relação ao iPhone: é ainda muito pouco conhecido e utilizado entre os meus pares e por isso pode-se sempre fazer um ar de quem percebe imenso de telefones portáteis e até se dar ao luxo de desprezar (ou fingir) o tão aclamdo iPhone.
Foi a nova série do Josh Schwartz (produtor do O.C., que tantas tardes me entreteu) que me chamou a atenção para o Sidekick. Este da imagem é um edição limitada da Diane von Furstenberg.
A série chama-se "Gossip Girl" que é também o nickname de uma blogger desconhecida que publica os escândalos e a vida atribulada de um grupo de jovens mimados da high society nova iorquina. E mimados é um eufemismo! Cada episódio está recheado de Prada's, Gucci's, Chanel, Marc Jacobs, bons carros, bares e hotéis glamourosos e de funky gadgets como os Sidekicks, MacBooks, Blackberrys Pearl, que fazem crescer água na boca a qualquer miúda parvinha como eu e algumas amigas minhas igualmente parvas!!!
Bastou o primeiro episódio onde as personagens recebem sms da Gossip Girl com as últimas novidades e tiram os seus telemóveis aerodinâmicos e os abrem com um ar ultra-moderno, com smoothness (não sei se esta palavra existe...) para eu ficar embasbacada com os Sidekicks. E é triste, mas bastou uma técnica de marketing razoável para eu querer ter um Sidekick!